Uberaba – Em dezembro, a Câmara de Vereadores aprovou dois projetos dispondo sobre a queima da cana-de-açúcar no município. Um dispõe sobre a proibição da queima da cana-de-açúcar e ignorou um despacho do Ministério. O outro projeto alterou o Plano Diretor que proibia a queima da cana-de-açúcar, estabelecida atualmente em três quilômetros do perímetro da área urbana. Com a nova redação, ficou estabelecida a queima da cana-de-açúcar a três quilômetros da área urbana que corresponde à zona de transição urbana. Em seguida, o Código do Meio Ambiente foi aprovado e sequer estabeleceu critérios de fiscalização do avanço da agricultura na área urbana.
Fonte: www.jornaldeuberaba.com.br
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Guaíra realiza trabalho diferenciado na área de segurança.
Muita coisa tem mudado, de maneira
positiva, na área de segurança no setor
sucroenérgetico. Prova disso é que
diversas usinas e destilarias estão
realizando um trabalho diferenciado,
procurando tratar o assunto como
prioridade e adotando medidas cada vez
mais eficazes para minimizar riscos de
acidentes. Exemplo disso é a Usina
Açucareira Guaíra, de Guaíra, SP, que foi
a vencedora do Prêmio MasterCana
Centro-Sul 2009 na categoria Segurança e
Saúde no Trabalho.
Usina possui sistema de
gestão, com software
específico, que controla
tudo o que acontece no
campo e na indústria.
Essa empresa, que realiza
treinamentos e fornece equipamentos de
proteção de alta qualidade para todos os
trabalhadores com potencial risco, possui
também um sistema de gestão de
segurança – com software específico – que
controla e gerencia tudo o que ocorre no
campo e na indústria, conforme
informações de Mário Márcio dos Santos,
que é gerente de Segurança e Saúde do
Trabalho da Guaíra.
Uma das ações da usina, nessa área,
é o OSPST – Ordem de Serviços e
Procedimentos de Segurança do
Trabalho, que tem a finalidade de
repassar informações aos funcionários,
nos treinamentos e em outras atividades,
referentes aos riscos existentes em
diferentes serviços, medidas que devem
ser adotadas para que sejam evitados
acidentes, uso de equipamentos de
proteção, etc. “Tudo é feito com o apoio e
aval da diretoria da Guaíra que acredita
no trabalho da equipe”, diz Mário dos
Santos. (RA)
fonte: www.jornalcana.com.br
positiva, na área de segurança no setor
sucroenérgetico. Prova disso é que
diversas usinas e destilarias estão
realizando um trabalho diferenciado,
procurando tratar o assunto como
prioridade e adotando medidas cada vez
mais eficazes para minimizar riscos de
acidentes. Exemplo disso é a Usina
Açucareira Guaíra, de Guaíra, SP, que foi
a vencedora do Prêmio MasterCana
Centro-Sul 2009 na categoria Segurança e
Saúde no Trabalho.
Usina possui sistema de
gestão, com software
específico, que controla
tudo o que acontece no
campo e na indústria.
Essa empresa, que realiza
treinamentos e fornece equipamentos de
proteção de alta qualidade para todos os
trabalhadores com potencial risco, possui
também um sistema de gestão de
segurança – com software específico – que
controla e gerencia tudo o que ocorre no
campo e na indústria, conforme
informações de Mário Márcio dos Santos,
que é gerente de Segurança e Saúde do
Trabalho da Guaíra.
Uma das ações da usina, nessa área,
é o OSPST – Ordem de Serviços e
Procedimentos de Segurança do
Trabalho, que tem a finalidade de
repassar informações aos funcionários,
nos treinamentos e em outras atividades,
referentes aos riscos existentes em
diferentes serviços, medidas que devem
ser adotadas para que sejam evitados
acidentes, uso de equipamentos de
proteção, etc. “Tudo é feito com o apoio e
aval da diretoria da Guaíra que acredita
no trabalho da equipe”, diz Mário dos
Santos. (RA)
fonte: www.jornalcana.com.br
Pontos vulneráveis causam preocupação no campo e na indústria
Apesar do trabalho
estar mais seguro, usinas
e destilarias precisam
adotar medidas para
reduzir riscos de
acidentes.
estar mais seguro, usinas
e destilarias precisam
adotar medidas para
reduzir riscos de
acidentes.
O setor sucroenergético tem
apresentado evolução significativa na área
de segurança do trabalho e saúde
ocupacional. Diversas medidas foram
implementadas em decorrência da maior
conscientização de empresários e gestores,
do aumento das ações de fiscalização do
Ministério do Trabalho e também das
exigências do mercado internacional que
não aceitam irregularidades nessa área.
Apesar disso, diversas usinas e destilarias
ainda possuem, com gradações diferentes,
pontos vulneráveis que podem comprometer
a segurança de seus empregados.
Os riscos de acidentes em espaços
confinados, a ausência de ações mais
eficazes visando a prevenção e o combate a
incêndios e a questão da qualificação da
mão-de-obra no corte manual de cana-deaçúcar
são alguns assuntos que acarretam
preocupação e exigem a adoção de medidas
para afastar – ou mesmo minimizar –
problemas de segurança em usinas e
destilarias, conforme a opinião de
especialistas da área.
Para o diretor executivo do Grupo de
Saúde Ocupacional da Agroindústria
Sucroenergética (GSO), João Augusto
Ribeiro de Souza, a questão da gestão da
segurança é fundamental para mudanças
de atitude e a consolidação de avanços
nessa área. Da mesma forma, que o setor
experimentou as vantagens proporcionadas
pela implantação de sistemas de gestão de
qualidade e de meio ambiente, haverá a
necessidade também de desenvolver, de
maneira mais ampla, modelos de
gerenciamento de segurança do trabalho.
Mesmo com a existência de
vulnerabilidades, o presidente do GSO,
Mário Márcio dos Santos, acredita que
houve uma diminuição do número de
acidentes em usinas e destilarias,
principalmente os que ocorriam nos
membros inferiores (pés, tíbia, joelhos)
durante o corte manual de cana. Ele
observa que existem, no entanto,
dificuldades para a obtenção de dados
sobre o assunto, pois as unidades
sucroenergéticas temem que a divulgação
de informações possa motivar ações
fiscalizatórias. A realidade, no entanto, está
mudando. A tomada de providências por
parte de usinas e destilarias, como a
aquisição de equipamentos de segurança e
a realização de treinamentos e campanhas
de conscientização, tem reduzido o risco de
ocorrências indesejáveis no ambiente de
trabalho.
fonte: www.jornalcana.com
apresentado evolução significativa na área
de segurança do trabalho e saúde
ocupacional. Diversas medidas foram
implementadas em decorrência da maior
conscientização de empresários e gestores,
do aumento das ações de fiscalização do
Ministério do Trabalho e também das
exigências do mercado internacional que
não aceitam irregularidades nessa área.
Apesar disso, diversas usinas e destilarias
ainda possuem, com gradações diferentes,
pontos vulneráveis que podem comprometer
a segurança de seus empregados.
Os riscos de acidentes em espaços
confinados, a ausência de ações mais
eficazes visando a prevenção e o combate a
incêndios e a questão da qualificação da
mão-de-obra no corte manual de cana-deaçúcar
são alguns assuntos que acarretam
preocupação e exigem a adoção de medidas
para afastar – ou mesmo minimizar –
problemas de segurança em usinas e
destilarias, conforme a opinião de
especialistas da área.
Para o diretor executivo do Grupo de
Saúde Ocupacional da Agroindústria
Sucroenergética (GSO), João Augusto
Ribeiro de Souza, a questão da gestão da
segurança é fundamental para mudanças
de atitude e a consolidação de avanços
nessa área. Da mesma forma, que o setor
experimentou as vantagens proporcionadas
pela implantação de sistemas de gestão de
qualidade e de meio ambiente, haverá a
necessidade também de desenvolver, de
maneira mais ampla, modelos de
gerenciamento de segurança do trabalho.
Mesmo com a existência de
vulnerabilidades, o presidente do GSO,
Mário Márcio dos Santos, acredita que
houve uma diminuição do número de
acidentes em usinas e destilarias,
principalmente os que ocorriam nos
membros inferiores (pés, tíbia, joelhos)
durante o corte manual de cana. Ele
observa que existem, no entanto,
dificuldades para a obtenção de dados
sobre o assunto, pois as unidades
sucroenergéticas temem que a divulgação
de informações possa motivar ações
fiscalizatórias. A realidade, no entanto, está
mudando. A tomada de providências por
parte de usinas e destilarias, como a
aquisição de equipamentos de segurança e
a realização de treinamentos e campanhas
de conscientização, tem reduzido o risco de
ocorrências indesejáveis no ambiente de
trabalho.
fonte: www.jornalcana.com
segunda-feira, 31 de maio de 2010
FOTOS DE TRABALHADORES SEM USO DE EPIs
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Cana-de-açúcar: trabalho escravo, danos ambientais e violência contra indígenas
A ONG Repórter Brasil divulgou um relatório sobre a produção de cana de açúcar no Brasil em 2009. De acordo com o relatório, a situação é preocupante. Os casos de trabalho escravo, violações de direitos trabalhistas, agressões ao meio ambiente e invasão de territórios indígenas são inúmeros. A produção de cana alcançou 612,2 milhões de toneladas em 2009, uma alta de 7,1% em relação ao ano anterior. Somente o Estado de São Paulo concentra 57,8% dessa produção. Em Goiás, o aumento da produção foi de 50% em relação ao ano anterior. De toda essa produção, 20% já é controlada pelo capital internacional.
A maior empresa sucroalcooleira em atividade no Brasil, a Cosan, foi inserida na lista negra do Ministério do Trabalho sobre trabalho escravo. Entretanto, a empresa entrou com uma liminar para retirar o nome da lista, e o caso ainda vai ser julgado pela Justiça. Muitas usinas foram flagradas com trabalho escravo em suas plantações. A Usina Santa Cruz, do Grupo José Pessoa, foi flagrada três vezes no ano de 2009. Em 15 de maio, foram encontrados/as 150 trabalhadores/as escravizados/as; em 6 de junho, 324; e em 11 de novembro, 122. Essa e outras empresas são signatárias de um Compromisso pela erradicação do trabalho escravo. Entretanto, mesmo sendo flagradas nessa situação, continuam signatárias do Compromisso e utilizam isso como marketing empresarial. Isso mostra como as ações contra o trabalho escravo ainda são muito reduzidas e ineficientes. O setor que mais utiliza mão-de-obra escrava é o setor canavieiro. Em 2009, foram libertados/as em canaviais 1911 trabalhadores/as em 16 casos denunciados, 45% do total de 4234 em todo o ano. Existem cerca de um milhão de trabalhadores/as no setor canavieiro, que sofrem outras inúmeras violações de direitos humanos e trabalhistas, especialmente no que diz respeito ao excesso de jornada de trabalho e à segurança e saúde do/a trabalhador/a.
Em 2007 e 2008, Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS) tiveram os maiores desmatamentos do país para a expansão do cultivo da cana. Em 2007, a cana substituiu 1119 hectares de floresta do MS e 1892 hectares no MT. Em 2008, o desmatamento subiu para 2385 hectares no MT.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), uma das associações patronais no setor, tem se dedicado na defesa de mudanças na legislação ambiental brasileira, para que a expansão da cana possa se dar em áreas que hoje são Áreas de Preservação Permanente (APPs). Em Goiás, muitas dessas áreas, geralmente mananciais e cursos d'água, já estão afetadas e sofrem as consequências da expansão da cana. Nesses regiões, pessoas que se colocam contrárias a esses grupos sofrem ameaças e retaliações permanentes. O cultivo da cana é o terceiro em maior consumo de agrotóxico, ficando atrás do milho e da soja, causando inúmeros impactos na terra, cursos d'água e lençóis freáticos.
Mesmo o que é apontado como possível solução para a produção da cana, o Zoneamento Agroecológico (ZAE) da cana de açúcar, ainda contém muitos problemas, que pouco resolvem a situação. A limitação de área de plantio na amazônia, por exemplo, pode empurrar as plantações para outros biomas, como o cerrado. De acordo com o pesquisador Nilson Ferreira, da Universidade Federal de Goiás, "é mentira afirmar que é uma iniciativa ecológica do ZAE o ato de preservar o pouco de vegetação remanescente que restou no Cerrado, extremamente fragmentada e degradada. O plantio da cana de açúcar nas áreas indicadas como aptas pode comprometer gravemente processos ecológicos importantes, pois grandes canaviais funcionam como obstáculos à migração de espécies animais endêmicas, que só existem na região". Também para outros biomas, as ZAEs contém várias brechas que favorecem a expansão da produção canavieira, comprometendo seriamente a biodiversidade em diversas regiões.
A produção de cana ainda pode se expandir para áreas onde já existe produção de outro tipo, afetando seriamente a produção de alimentos e a segurança alimentar. O próprio projeto das ZAEs preveem essa expansão sobre áreas de cultivos de grãos. Isso afeta diretamente a produção local de alimentos, prejudicando pequenos agricultores e mesmo podendo causar alta nos preços de alimentos básicos.
Populações indígenas também são severamente afetadas pela expansão do cultivo da cana. Das 42 terras indígenas já reconhecidas no Mato Grosso do Sul, grande parte se localiza na atual área de expansão canavieira e 16 usinas já estão localizadas em municípios onde há terras indígenas, inclusive já delimitadas pela Funai. Com a expansão do cultivo da cana (e outros cultivos como a soja), indígenas ficam confinados/as a espaços minúsculos, o que agrava os conflitos fundiários, aumentando a violência na região. O Mato Grosso do Sul foi palco de 42 assassinatos de indígenas em 2008, de um total de 60 registrados em todo o país. Em 18 de setembro de 2009, um acampamento indígena localizado próximo a uma área de cultivo de cana de açúcar foi atacado por homens armados, que incendiaram barracos e pertences e feriram a bala um indígena de 62 anos. Várias usinas avançam em terras indígenas ilegalmente. De acordo com o Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis, ao menos quatro usinas estariam se abastecendo de cana proveniente de territórios reconhecidos ou reivindicados e em processo de estudo pela Funai.
A maior empresa sucroalcooleira em atividade no Brasil, a Cosan, foi inserida na lista negra do Ministério do Trabalho sobre trabalho escravo. Entretanto, a empresa entrou com uma liminar para retirar o nome da lista, e o caso ainda vai ser julgado pela Justiça. Muitas usinas foram flagradas com trabalho escravo em suas plantações. A Usina Santa Cruz, do Grupo José Pessoa, foi flagrada três vezes no ano de 2009. Em 15 de maio, foram encontrados/as 150 trabalhadores/as escravizados/as; em 6 de junho, 324; e em 11 de novembro, 122. Essa e outras empresas são signatárias de um Compromisso pela erradicação do trabalho escravo. Entretanto, mesmo sendo flagradas nessa situação, continuam signatárias do Compromisso e utilizam isso como marketing empresarial. Isso mostra como as ações contra o trabalho escravo ainda são muito reduzidas e ineficientes. O setor que mais utiliza mão-de-obra escrava é o setor canavieiro. Em 2009, foram libertados/as em canaviais 1911 trabalhadores/as em 16 casos denunciados, 45% do total de 4234 em todo o ano. Existem cerca de um milhão de trabalhadores/as no setor canavieiro, que sofrem outras inúmeras violações de direitos humanos e trabalhistas, especialmente no que diz respeito ao excesso de jornada de trabalho e à segurança e saúde do/a trabalhador/a.
Em 2007 e 2008, Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS) tiveram os maiores desmatamentos do país para a expansão do cultivo da cana. Em 2007, a cana substituiu 1119 hectares de floresta do MS e 1892 hectares no MT. Em 2008, o desmatamento subiu para 2385 hectares no MT.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), uma das associações patronais no setor, tem se dedicado na defesa de mudanças na legislação ambiental brasileira, para que a expansão da cana possa se dar em áreas que hoje são Áreas de Preservação Permanente (APPs). Em Goiás, muitas dessas áreas, geralmente mananciais e cursos d'água, já estão afetadas e sofrem as consequências da expansão da cana. Nesses regiões, pessoas que se colocam contrárias a esses grupos sofrem ameaças e retaliações permanentes. O cultivo da cana é o terceiro em maior consumo de agrotóxico, ficando atrás do milho e da soja, causando inúmeros impactos na terra, cursos d'água e lençóis freáticos.
Mesmo o que é apontado como possível solução para a produção da cana, o Zoneamento Agroecológico (ZAE) da cana de açúcar, ainda contém muitos problemas, que pouco resolvem a situação. A limitação de área de plantio na amazônia, por exemplo, pode empurrar as plantações para outros biomas, como o cerrado. De acordo com o pesquisador Nilson Ferreira, da Universidade Federal de Goiás, "é mentira afirmar que é uma iniciativa ecológica do ZAE o ato de preservar o pouco de vegetação remanescente que restou no Cerrado, extremamente fragmentada e degradada. O plantio da cana de açúcar nas áreas indicadas como aptas pode comprometer gravemente processos ecológicos importantes, pois grandes canaviais funcionam como obstáculos à migração de espécies animais endêmicas, que só existem na região". Também para outros biomas, as ZAEs contém várias brechas que favorecem a expansão da produção canavieira, comprometendo seriamente a biodiversidade em diversas regiões.
A produção de cana ainda pode se expandir para áreas onde já existe produção de outro tipo, afetando seriamente a produção de alimentos e a segurança alimentar. O próprio projeto das ZAEs preveem essa expansão sobre áreas de cultivos de grãos. Isso afeta diretamente a produção local de alimentos, prejudicando pequenos agricultores e mesmo podendo causar alta nos preços de alimentos básicos.
Populações indígenas também são severamente afetadas pela expansão do cultivo da cana. Das 42 terras indígenas já reconhecidas no Mato Grosso do Sul, grande parte se localiza na atual área de expansão canavieira e 16 usinas já estão localizadas em municípios onde há terras indígenas, inclusive já delimitadas pela Funai. Com a expansão do cultivo da cana (e outros cultivos como a soja), indígenas ficam confinados/as a espaços minúsculos, o que agrava os conflitos fundiários, aumentando a violência na região. O Mato Grosso do Sul foi palco de 42 assassinatos de indígenas em 2008, de um total de 60 registrados em todo o país. Em 18 de setembro de 2009, um acampamento indígena localizado próximo a uma área de cultivo de cana de açúcar foi atacado por homens armados, que incendiaram barracos e pertences e feriram a bala um indígena de 62 anos. Várias usinas avançam em terras indígenas ilegalmente. De acordo com o Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis, ao menos quatro usinas estariam se abastecendo de cana proveniente de territórios reconhecidos ou reivindicados e em processo de estudo pela Funai.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Uso de EPIs evita prejuízo na colheita da cana
Fuligem de queimada, acidentes com o podão, cobras, altas temperaturas. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos trabalhadores no corte da cana de açúcar crua por todo país. Periodicamente, fiscais do Ministério do Trabalho visitam lavouras em busca de irregularidades. De acordo com os especialistas, o gasto com o equipamento de segurança não deve entrar na planilha de custo e, sim, na de investimentos, já que além de evitar multas, gera menos acidentes e menos prejuízo aos negócios.
De acordo com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), dos 39% de acidentes com cortadores de cana no Estado de São Paulo, 14,4% referem-se a problemas nos olhos, 10,4% nos pés e 9,2% nos braços. “O custo de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) fica em torno de R$ 0,40 por dia para a empresa. Já um cortador de cana parado deixa de produzir R$ 500,00 por dia para a usina”, diz Jorge Augusto Barbieri de Andrade, supervisor de Vendas da Bracol EPIs, empresa que possui uma linha de calçados e luvas específica para o setor.
Ministério do Trabalho
O uso dos EPIs é obrigatório, segundo a Lei no 6.514/77. Os cortadores de cana devem utilizar botina de canavieiro, caneleira (perneira), luvas, óculos de segurança, touca árabe (boné), mangote e protetor de lima. O Ministério do Trabalho atesta a qualidade dos EPIs com a emissão do CA (Certificado de Aprovação). O fornecimento e a comercialização destes materiais sem o CA é considerado crime.
O setor canavieiro do Brasil não tem quantificado quantos acidentes anuais o país tem com seus trabalhadores. Mas segundo Mário Márcio dos Santos, do GSO (Grupo de Saúde Ocupacional), ligado a 233 usinas de açúcar e álcool brasileiras, os números de acidente diminuíram, principalmente depois da NR31 (norma que regulamenta o trabalho na agricultura) e do aumento de fiscalização.
fonte: pingado.terra.com.br
De acordo com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), dos 39% de acidentes com cortadores de cana no Estado de São Paulo, 14,4% referem-se a problemas nos olhos, 10,4% nos pés e 9,2% nos braços. “O custo de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) fica em torno de R$ 0,40 por dia para a empresa. Já um cortador de cana parado deixa de produzir R$ 500,00 por dia para a usina”, diz Jorge Augusto Barbieri de Andrade, supervisor de Vendas da Bracol EPIs, empresa que possui uma linha de calçados e luvas específica para o setor.
Ministério do Trabalho
O uso dos EPIs é obrigatório, segundo a Lei no 6.514/77. Os cortadores de cana devem utilizar botina de canavieiro, caneleira (perneira), luvas, óculos de segurança, touca árabe (boné), mangote e protetor de lima. O Ministério do Trabalho atesta a qualidade dos EPIs com a emissão do CA (Certificado de Aprovação). O fornecimento e a comercialização destes materiais sem o CA é considerado crime.
O setor canavieiro do Brasil não tem quantificado quantos acidentes anuais o país tem com seus trabalhadores. Mas segundo Mário Márcio dos Santos, do GSO (Grupo de Saúde Ocupacional), ligado a 233 usinas de açúcar e álcool brasileiras, os números de acidente diminuíram, principalmente depois da NR31 (norma que regulamenta o trabalho na agricultura) e do aumento de fiscalização.
fonte: pingado.terra.com.br
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Saúde na produção de açúcar
Queimada da cana de açúcar e seus males a saúde
Matéria prima para a produção de açúcar e também de álcool etílico, a cana está presente em cerca de 5 milhões de hectares. Boa parte desta área é queimada nos seis meses de pré-colheita, enviando para a atmosfera inúmeras partículas e gases poluentes, que prejudicam não apenas os trabalhadores destas plantações, mas também toda a população residente nestas áreas.
Existem diversas pesquisas no estado de São Paulo que comprovam o aumento de incidência de doenças respiratórias em várias cidades durante o período de queima de cana. Pesquisadores do Laboratório de Poluição Ambiental da USP, como o dr. José Eduardo Delfini Cançado, da SPPT, demonstraram, em um grande estudo feito na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, que a poluição específica da queima de palha de cana estava associada ao aumento de internações de crianças e idosos por doenças respiratórias.
Existem diversas pesquisas no estado de São Paulo que comprovam o aumento de incidência de doenças respiratórias em várias cidades durante o período de queima de cana. Pesquisadores do Laboratório de Poluição Ambiental da USP, como o dr. José Eduardo Delfini Cançado, da SPPT, demonstraram, em um grande estudo feito na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, que a poluição específica da queima de palha de cana estava associada ao aumento de internações de crianças e idosos por doenças respiratórias.
Trabalhadores e legislação
A legislação atual ainda permite a queimada, mas com restrições de horários e distância das cidades. Fica proibida, por exemplo, quando o nível de umidade relativa do ar fica abaixo de 30%.
Os trabalhadores das usinas de várias regiões já recebem orientações para que a cana seja queimada apenas em determinados horários do dia, conforme condições meteorológicas, e com uma equipe especializada na queima. No entanto, a médica adverte que estas medidas apenas minimizam os efeitos, uma vez que a exposição ainda é muito grande.
"A alternativa para evitar este transtorno seria a coleta mecanizada, sem a realização da queima da palha. Existe uma legislação de que a queimada seja totalmente proibida nas áreas de coleta mecanizável, mas somente a partir de 2021. Nas áreas não mecanizáveis, a queima controlada poderá se estender ainda por mais tempo. É claro que a lei poderá ser mudada, de acordo com a existência de evidências de prejuízo à saúde, e também por pressão da população".
fonte:www.segs.com.br

fonte:www.segs.com.br

(corte da cana queimada.)
Curiosidades a respeito do açúcar
* Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de açúcar, com uma produção que, em 1998, superou a marca de 15 milhões de toneladas. Deste montante, mais da metade, cerca de 54%, o que corresponde a, aproximadamente, 8 milhões de toneladas, destinou-se ao comércio exterior. O principal mercado consumidor do açúcar brasileiro exportado é a Europa. O restante da produção foi absorvido pelo mercado interno.
*A princípio, o açúcar era empregado, quase que exclusivamente, na Medicina. Mais tarde comprovaram-se suas qualidades de alimento fundamental, inteiramente digestível pelo organismo humano, proporcionador de calor e energia, constituindo ingrediente básico na formação de gordura.
*Segundo os especialistas, o açúcar estimula a produção de insulina, um hormônio liberado pelo pâncreas e que faz as células usarem a glicose como fonte de energia para as suas atividades. A grande quantidade de insulina impede o emagrecimento, independente do rigor da dieta e da freqüência dos exercícios físicos.
*De acordo com nutricionistas americanos, os efeitos do açúcar são ainda mais profundos, chegando a afetar até mesmo a performance sexual, pois aumenta o desejo sexual da mulher e diminui a potência do homem, porque eleva a produção de estrogênio (grupo de hormônios sexuais femininos), e a atividade mental, em função da deficiência de ácido glutâmico no organismo.
fonte:www.inmetro.gov.br/consumidor
*A princípio, o açúcar era empregado, quase que exclusivamente, na Medicina. Mais tarde comprovaram-se suas qualidades de alimento fundamental, inteiramente digestível pelo organismo humano, proporcionador de calor e energia, constituindo ingrediente básico na formação de gordura.
*Segundo os especialistas, o açúcar estimula a produção de insulina, um hormônio liberado pelo pâncreas e que faz as células usarem a glicose como fonte de energia para as suas atividades. A grande quantidade de insulina impede o emagrecimento, independente do rigor da dieta e da freqüência dos exercícios físicos.
*De acordo com nutricionistas americanos, os efeitos do açúcar são ainda mais profundos, chegando a afetar até mesmo a performance sexual, pois aumenta o desejo sexual da mulher e diminui a potência do homem, porque eleva a produção de estrogênio (grupo de hormônios sexuais femininos), e a atividade mental, em função da deficiência de ácido glutâmico no organismo.
fonte:www.inmetro.gov.br/consumidor
terça-feira, 6 de abril de 2010

A cana de açúcar é uma planta de tronco fino e comprido com folhas verdes e compridas, seu tronco possui uma grande quatidade de açúcar. De nome científico Saccharum, a cana tem origem asiática, foi trazida para o Brasil palos potugueses na primeira década do século XVI. É ultilizada para a produção de álcool e açúcar.
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