segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pontos vulneráveis causam preocupação no campo e na indústria

Apesar do trabalho
estar mais seguro, usinas
e destilarias precisam
adotar medidas para
reduzir riscos de
acidentes.




O setor sucroenergético tem
apresentado evolução significativa na área
de segurança do trabalho e saúde
ocupacional. Diversas medidas foram
implementadas em decorrência da maior
conscientização de empresários e gestores,
do aumento das ações de fiscalização do
Ministério do Trabalho e também das
exigências do mercado internacional que
não aceitam irregularidades nessa área.
Apesar disso, diversas usinas e destilarias
ainda possuem, com gradações diferentes,
pontos vulneráveis que podem comprometer
a segurança de seus empregados.
Os riscos de acidentes em espaços
confinados, a ausência de ações mais
eficazes visando a prevenção e o combate a
incêndios e a questão da qualificação da
mão-de-obra no corte manual de cana-deaçúcar
são alguns assuntos que acarretam
preocupação e exigem a adoção de medidas
para afastar – ou mesmo minimizar –
problemas de segurança em usinas e
destilarias, conforme a opinião de
especialistas da área.
Para o diretor executivo do Grupo de
Saúde Ocupacional da Agroindústria
Sucroenergética (GSO), João Augusto
Ribeiro de Souza, a questão da gestão da
segurança é fundamental para mudanças
de atitude e a consolidação de avanços
nessa área. Da mesma forma, que o setor
experimentou as vantagens proporcionadas
pela implantação de sistemas de gestão de
qualidade e de meio ambiente, haverá a
necessidade também de desenvolver, de
maneira mais ampla, modelos de
gerenciamento de segurança do trabalho.
Mesmo com a existência de
vulnerabilidades, o presidente do GSO,
Mário Márcio dos Santos, acredita que
houve uma diminuição do número de
acidentes em usinas e destilarias,
principalmente os que ocorriam nos
membros inferiores (pés, tíbia, joelhos)
durante o corte manual de cana. Ele
observa que existem, no entanto,
dificuldades para a obtenção de dados
sobre o assunto, pois as unidades
sucroenergéticas temem que a divulgação
de informações possa motivar ações
fiscalizatórias. A realidade, no entanto, está
mudando. A tomada de providências por
parte de usinas e destilarias, como a
aquisição de equipamentos de segurança e
a realização de treinamentos e campanhas
de conscientização, tem reduzido o risco de
ocorrências indesejáveis no ambiente de
trabalho.

fonte: www.jornalcana.com

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